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Por medo de perder perdemos tudo

  • Angélica Neris
  • 4 de jan. de 2021
  • 1 min de leitura

Atualizado: 15 de dez. de 2025


O que você faria se o alarme de incêndio do seu prédio soasse?

Quem não se lembra do atentado às Torres Gêmeas em 2001. Talvez o que você não saiba é que muitas pessoas não procuraram a saída de emergência ao escutarem o alarme de incêndio. Elas ficaram. Continuaram ao telefone, foram para a reunião, não buscaram a saída.

Numa entrevista à American National Public Radio, Marissa Panigrosso, sobrevivente, que estava no 98° andar, na torre sul, quando o primeiro avião bateu na torre norte, relatou que enquanto ela foi rumo a saída de emergência, suas colegas de escritório não a acompanharam.


Embora, uma onda de ansiedade tenha acometido as pessoas do escritório, não foram todos que largaram o que estavam fazendo ou abandonaram suas coisas, suas tarefas, suas atividades e o local.

Uma colega que estava numa ligação telefônica continuou lá, outra colega que estava saindo do prédio voltou para buscar as fotos do seu bebê.

Todos que ficaram perderam a vida.

Você pode estar se perguntando: por que não saíram?


Há diferentes formas de ouvir um alarme. Nem todos se alarmam com um alarme. Nem todos que se alarmam buscam a saída. Metaforicamente, quantos alarmes na vida já soaram sem serem "ouvidos"? Pois ainda que se viva uma situação de emergência, não se busca uma saída se não puder ter a certeza e o controle de onde exatamente ela estará nos levando.

Hesitamos diante da mudança, porque mudar é perder. E por isso, muitas vezes, por medo de perder, nos perdemos em tudo.



 
 
 

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